Informações Científicas
ArqueologiaAgricultores Ceramistas



Quem eram?
Esses grupos migraram do centro-oeste do Brasil. Seus principais representantes em Santa Catarina são os Kaingang e os Xokleng que falavam línguas diferentes originadas do mesmo tronco lingüístico o Macro-Jê.
Onde viviam?
Geralmente, os Kaingang escolhiam as regiões do planalto para assentarem-se, próximos a pequenos córregos, pois assim teriam uma boa visão da localidade sem riscos de grandes enxurradas. Nesses locais construíam as "casas subterrâneas", estruturas habitacionais escavadas na terra que protegiam do frio do Planalto. Já os Xokleng, habitavam a área de encosta, próximo as nascentes dos pequenos córregos, construíam cabanas próximas umas das outras, integradas por trilhas que levavam a aldeias maiores.
Em que época viveram?
Pesquisas arqueológicas revelam que estes grupos iniciaram sua ocupação no Brasil Meridional por volta de 3 mil anos, mantendo uma população estável até a efetiva ocupação do interior pelos europeus no século XIX. As ocupações Jê em Santa Catarina datam de 1000 a 1400 anos d.C (no litoral).
Como aproveitaram o ambiente?
Os acampamentos Kaingang localizavam-se nas florestas de pinheiros, onde coletavam o pinhão, seu principal alimento. Já os Xokleng, utilizavam o palmito, o cará e demais plantas disponíveis na mata de encosta. Ambos praticavam a caça e a agricultura cultivando milho, feijão, amendoim e abóbora.
Quais os principais vestígios deixados pelo grupo?
Cerâmica utilitária: pequenos potes e tigelas unguladas ou enegrecidas intencionalmente, denominando assim a tradição Taquara/ Itararé.
Os instrumentos são confeccionados em pedra lascada, apresentando alguns exemplares polidos como grandes mãos-de-pilão, lâminas de machados e tembetás.
Os Kaingang sepultavam os mortos em pequenos nichos rochosos que bordeiam os rios encaixados no planalto. Estes cemitérios estão na superfície sem enterrar e sem acompanhamento funerário, próximos as "casas subterrâneas" sendo este outro elemento característico do grupo. Já os Xokleng, realizavam rituais de cremação, sendo as cinzas recolhidas e colocadas em pequenos cestos, que eram enterrados no fundo da cabana.
GRUPOS GUARANI
Quem eram?
Grupos agricultores que migraram da Amazônia para o sul do Brasil. Fazem parte do extenso tronco lingüístico Tupi, que subdivide-se em dezenas de famílias. No Brasil Meridional, identificamos a presença dos M'bya e Nandevá. Os que tiveram contato com os europeus ficaram conhecidos como Carijó. Ainda hoje, os M'byá habitam nosso litoral e os Nandevá o oeste de Santa Catarina.
Onde viviam?
Seus acampamentos localizavam-se em locais mais altos, enxutos e planos geralmente próximos a grandes rios. Os que habitavam o litoral escolhiam a orla marinha. Suas cabanas eram feitas de pau a pique com cobertura vegetal abundante na região.
Em que épocas viviam?
Os sítios arqueológicos com presença da cultura guarani no litoral de Santa Catarina datam de 1.000 anos d.C, até a colonização espanhola e portuguesa no século XVI.
Como aproveitavam o ambiente?
Praticavam a caça, a coleta e a pesca. Desenvolveram agricultura em grandes áreas que eram preparadas através da técnica de coivara. Os principais alimentos cultivados eram a mandioca e o milho.
Quais os principais vestígios deixados pelo grupo?
Em um sitio guarani vamos encontrar:
Vasilhames de cerâmica de diversos tamanhos, onde se destacam as de grande porte para fermentação de bebidas, cozimento de alimento e urnas funerárias.
Os cachimbos de cerâmica, indicando a utilização de ervas. Além de artefatos líticos como machados, batedores, alisadores, calibradores.